sábado, 22 de janeiro de 2011

Mergulhados em erros - Part2

Dezembro, Janeiro, Fevereiro. Meses do Verão. Meses em que o calor abaixo do trópico aumenta, causando evaporação das águas pluviais, oceânicas e qualquer lugar onde esteja armazenado um pouquinho d'água. A história da evaporação, dá água que vai para as nuvens já é conhecida; e mais conhecida ainda são as inudações que vem atormentando os meses quente do hemisfério sul.

Desde a década de 60, onde o crescimento populacional inflanciou e as cidades começaram a ser tomadas por migrantes nordestinos e milhares de imigrantes de lugares distintos do mundo, percebe-se que as inundações estão aí, batendo em nossas portas -literalmente. A cidade de São Paulo não é conhecida como a terra da garoa, por simples apelido. A 'garoa' que caía por aqui, agora esbraveja não deixando a desejar pela quantidade de milímetros que chovem por dia. Mas isto continua a não ser novidade para os Paulistanos. E se aplica também a outras regiões do Brasil que estão sendo castigadas pela chuva exagerada, pórem prevista.




Marginal Tiête 1960

Adeus ano velho, feliz ano novo. Entra ano e saí ano. E quem já não sabe das "águas de março fechando o verão"? Tom e Elis cantavam divinamente a canção que retrata o que passamos hoje. O presente de ano-novo que todos já esperam é exatamente este. Pessoas morrendo, lugares cobertos de água e a população enviando doações a lugares que deveriam estar fora das áreas de alagamento.

A culpa dos desastres deve cair nas costas da população ou do Governo? Eis, que ambos deveriam tomar nota do caos que estão ajudando a gerar. O Governo e povo deveriam entender que as chuvas sempre estarão presentes nesta época do ano e compreender também de que lugares onde  a água sobe muito devem ser desocupados. Assim por estarmos numa Democracia o povo deveria ter um pouquinho mais de voz ativa e não esperar que a água invada sua morada para cobrar dos políticos alguma solução. E o Governo, por sua vez e por obrigação, ouvir e dar crédito - seja financeiro, quanto moral- a tais pessoas. Se tentarmos resolver o problema antes que ele -já que pode ser previsto- aconteça; a probabilidade de que o caos se intensifique é bem menor. Ao invés da transferência de dinheiro ilegal para empresas privadas e contas na Suíça.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mergulhados em erros - Part1

 [ O Pessoal Irracional volta após um hiato não esperado, volta com um 'especial' em Três partes do caos que é decorrente deste mês]

Como podemos explicar as manifestações da natureza? Como explicaremos a responsabilidade social de cada cidadão? E a responsabilidade do Governo sobre acontecimentos que acontecem todos os anos.

As enchentes são movimentos naturais que acontecem em rios, lagos, córregos devido a abundância de chuvas. Podem e são reversíveis, pois só há enchentes quando o leito do rio transborda por causa do grande nível de água. Por outro lado, há os alagamentos, que são causados por entupimento de lixos nos bueiros ou irregularidade no território construído. Enchentes vem trazendo caos as cidades com frequência e hoje já não se pode mais culpar apenas o fenômeno da natureza: a chuva.

A maioria dos rios no Brasil foram canalizados, ou seja, tirados de seu estado natural. E já não se pode nem cogitar a ideia de tanto lixo nestes rios. Mas e se não houvessem canalizado o rio? Sim, a Ingleterra é banhada pelo famoso Rio Tâmisa, que também já foi poluído e que também transborda. Entretanto isto acontece com menos frequência na terra dos Lords, pelo simples motivo de que as curvas originais do Tâmisa continua por lá. A ideia de canalizar os rios deveria ser modificada pelo Brasil, assim como já foi/está em processo em muitos lugares do mundo. A canalização leva o aumento da velocidade da água e a ocupação irregular da borda dos rios. Uma das ideias mais indicadas é ao invés do dinheiro gasto com as canalizações, usá-lo para retirar o esgoto in natura que a maioria dos rios apresenta, assim também diminuindo a poluição nas águas.

Os alagamentos exigem um pouco mais do que apenas mudanças no sistema do Governo, exige que sejam feitas modificações drásticas e até, quem sabe, punição aqueles que ainda insistam em jogar o lixo pela rua, nos bueiros e em lugares irregulares. Conscietização para aqueles que vão até as emissoras de TV chorando sobre suas casas lotadas de água; antes deveriam pensar em quanto lixo foi descartado em lugares incorretos e que favoreceu na inundação de sua casa. O que vemos pela TV hoje é a situação mais deprimente de uma sociedade. Um sociedade que não aprendeu a dividir com a natureza o que já era dela, que não aprendeu a cultivar o espaço onde se vive e que fundamentalmente não aprendeu uma Lei da Física que pode muito bem ter relação com a vida "Toda ação tem uma reação".

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Os reis do iê iê iê


Notoriamente quando falamos dos britânicos queridinhos do mundo devemos ter cuidado. Obviamente há aqueles que não vão muito com a fachada dos Beatles, enquanto há outros que defendam com unhas, dentes e fatos. O que tenho a dizer a quem não gosta muito do inglesinhos, é que além do som devemos olhar um pouquinho a mudança de atitude do quarteto durante um dos períodos de mais tensão no mundo (A Guerra Fria). Inicialmente os Beatles atendiam a um público apaixonado, as mulheres e a letras que não tinham conteúdo critico; em outras palavras, eram mais uma banda capaz de arrastar multidões com letrars de amor. Entretanto, não se pode entrar para história e ter um legado apenas com isto. A mudança de postura frente a Guerra foi importante para a carreira dos Garotos de Liverpool e não menos importante o movimento hippie, a espiritualidade, as diferenças da Guerra trouxe ao Beatles um dos álbuns mais aclamados e lotados de críticas sobre o Sistema, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Apartir daí, vemos a postura perante a Guerra e o pensamento de libertação mundana. Isto, fez com que fossem a Banda da História. Só nos resta a pergunta: É o meio quem determina um homem ou o homem quem muda o meio?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

In the sky with diamonds

 "Existem todas as possibilidade, a mais absoluta liberdade de escolha. Como em um livro, onde cada letra permanece para sempre na página, mas o que muda é a própria consciência que escolhe o que ler e o que deixar de lado."  - Richard Bach

A diferença faz a igualdade. Habitualmente eu iria corrigir está frase com alguma Teoria da Conspiração, porém desta vez, concordo plenamente com a ela Ou melhor, diria que a diferença faz as pessoas mais fortes e iguais em momentos específicos, fazendo com que a contrariedade não mude, mas cesse e tornemos mais flexíveis.


Diversidade entre pessoas, faz com que a vida se torne menos chata. Não pense que estou indo contra meus princípios, afinal acredito que nunca há apenas um ponto de vista sobre assuntos. Isto é apenas, uma ressalva. Enfim, quando me refiro a palavra diferença não interajo com os possíveis entendimentos: diferença econômica ou classial. E sim, a aparência. Compartilho dos ideias de quem diz que a aparência não importa. E a verdade mesmo, não se gosta das pessoas porque elas tem determinado cor de cabelo ou olhos. Vejamos além. Impossível dizer se segue determinada ideologia pelo seu rosto. A fala e o poder de raciocino que nos foi dado é o meio utilizado para 'conhecermos' alguém. Naturalmente alguém discorde e muitas vezes, o exagero de aparência, faz com que julguemos alguém. Vivemos em uma sociedade assim, que vive de mostrar o que deve ser correto e ditar leis de como se vestir, se portar e - mesmo que não acreditemos- conversar com os amigos. Ao não fazer nada disso, você é transgressor.

A liberdade de escolha fez com que pessoas distintas interajam entre si, formem laços e lidem muito bem com as diferenças. Não é que isso fuja a regra, o 'ser uma exceção' acabou virando coletividade e isto nos tornou mais forte. A ambivalência é imensamente difundida hoje e muitas vezes fez com que pessoas que não mudariam de pensamento, tornem-se flexíveis e 'raciocinantes'. É de equivalência dizer que seguir determinado regime não o impede de afeiçoar-se a outros e tentar - em aspectos- querer realiza-lo. Pensemos que a vida só existe por tal liberdade que nos difere geneticamente, que nos fez evoluir, que nos fez muito mais humanos capazes de realizar pecados;tais inexistentes naqueles em que dizem que fomos inspirados, os Deuses. A pluralidade humana pode nos ajudar a olhar um mundo cada vez mais estranho, onde os fracos e oprimidos não podem sair dessa definição e o inverso de realidade também não. Este fato nos mostra o quanto ainda somos pequenos diante dos problemas economicos e sociais, mas não menos importantes na questão humanitária.


Pregar o amor, a paz, um mundo novo, pensamentos novos não foi apenas manifestação dos hippies durante a Guerra Fria e sim de um mundo inteiro. Uma coletividade que desejava se divertir sem manipulações, ser rebelde ou até mesmo manter o cabelo centímetros mais compridos. A expressão "Carpe Diem" do poema de Homero, descreve que ultimamente essas não-ideologias ainda existem e faz com que as pessoas não estejam presas a um tipo de ideologia, seja de produção em massa, cacção a pensamentos diferenciados, estagnização de camadas sociais e entre milhares de outras. Viver livremente trouxe outro sentindo para a raça humana e talvez é um dos sentidos mais adotados hoje. Retirar sua redoma e deixar com o meio externo entre em contato com o interno, tomando conta dos movimentos involuntários.

Talvez voar seja o símbolo de liberdade, porque no céu não há rédeas, enquanto a terra tem raízes, o fogo perde chama, a água tem seus perigos; o céu, apenas tem nuvens, brisas e uma cor azul interminável.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Os opostos se distraem...

Os socialistas e capitalistas deveriam, antes de tudo, sentar para um debate de prós e contras. Assim, com toda a certeza, ambos saberiam como é difícil defender ou acusar o outro. Sendo assim, os capitalistas defenderiam o socialismo e os socialistas defenderiam o capitalismo.

"Só é possível criticar quando já está integrado ao sistema"

sábado, 30 de outubro de 2010

Keyimages

Keyword: Monarquia




Keyword: American way of life (Modelo americano de vida)


Keyword: Animalização Humana








Silêncio!

sábado, 23 de outubro de 2010

Herança cíclica

Existem milhares de pensadores que afirmam a depressão da sociedade com diversas maneiras, mas usaremos da literatura para tentar explicar a queda da produtividade musical brasileira. Obviamente a generalização desta ramificação, pode e é, prejudicável aos alternativos/undergroud. Entretanto, quero salientar neste post a popularidade. Ou seja, aquilo que chamamos de "música" tocadas nas rádios, televisões e de fácil acesso na Internet. O intuito não é ofender as bandas que visam a comercialidade - um dos termos certos, para as atuais 'modinhas' - e sim, questionar se o dinheiro é melhor do que a musicalidade. O Brasil não é um país ativamente musical no comércio exterior, fazendo muito mais sucesso entre a população nativa e que as vezes, deixa muito a desejar em suas escolhas.

Uma das várias facetas observadas é de que todo e qualquer tipo de arte está relacionada a música, seja a do próprio tempo ou mostrando-nos atualidade. Prova disso é o que Vinícius de Moraes (2° e 3° Fase do Modernismo Brasileiro) fez nos anos 50/60, com seus textos ditando o que posteriormente seria a Bossa Nova. Aquele jeitinho simplista das melodias, as letras apaixonantes chegando até a pieguice, valorização extrema da mulher; assim foi seguindo até a época Jovem Guarda e consequentemente chegando até hoje - com muito menos genialidade, é claro. Podemos dizer que Vinicius não pode ser comparado a Carlos Drummond de Andrade, mas não podemos avacalhar com Vinicius e compara-lo as atuais bandas de happy rock/sertanejo/pagade (tais gêneros que adoram valorizar a mulher ou tomar um pé-na-bunda pela mesma)

É inevitável dizer que o amor é a inspiração musical para todo e qualquer ser humano. Por razões óbvias, não há como criticar a licença poética do amor nas letras, pois através deste sentimento pode-se dar abertura para muitos outros segmentos afetivos. Entretanto acho que a vida não apenas se resume em escrever sobre tal assunto. Há uma parte de nossas mentes que devem ser usadas para a busca de um conhecimento pessoal, que muitas vezes não envolve só amor. Devemos exercitar-la para sermos críticos, analíticos e não alienados. Como já citamos Vinicius, continuaremos na mesma linha modernista. Em obras como "Rosa de Hiroshima" e "Operário em Construção", o autor mostra-nos sua capacidade crítica sobre assuntos que não estão ligados no campo erótico e sim social, características do da segunda fase do Modernismo ou até mesmo do Neo-Realismo.

O reconhecimento pela massa e o lucro são eternamente visados pela bandas atuais, o segundo muito mais ainda. Por mais que ás vezes queria desacreditar que vivemos em um mundo tão extremamente capitalista, o mercado musical realmente virou uma bolsa de valores. O gosto popular se transformou em investimentos a curto prazo, ou seja, enganação e falta de qualidade. O que se é confeccionado em pouco tempo, ainda mais se tratando de música, não pode ser lá grandes obras que marcaram gerações. Os músicos de outras épocas são lembrados eternamente por seu ineditismo musical, as bandas de hoje são lembradas apenas por seu inedistimo comercial. Daqui há alguns anos, poucos se orgulharam de terem sido fãs de certas bandas das quais não preciso citar nomes, enquanto a geração 'antiga' bate no peito e se orgulha por obras primas.


A música brasileira popular perdeu o seu brilhantismo. As letras que antes eram melancólicas e amorosas continuam, porém com muito mais vulgaridade, muito mais efêmero, muito mais literalmente 'água-com-açúcar'. Percebo um enriquecimento nos poemas de Vinicius, nas canções de Chico e até mais sentimento transcrito em palavras em Erasmo ou Roberto. Já não consigo ver tal coisa em outros gêneros atuais. O que aconteceu com a população? A depressão vem crescendo. Há perdas de valores, distorção de conceitos e o que geremos é quase um lixo. Pessoas-lixo-robô-fútil. O problema é de toda uma civilização e não apenas da pessoa em questão. Que humanos somos nós se deixamos pessoas tornarem-se robôs?