terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sustente a socialidade

Relatando um assunto do momento: Sustentabilidade. Para os participantes de eventos com esse tema, vemos que nem sempre o pretexto é cumprido. Para as pessoas que vivem uma semana corrida, mais difícil ainda e para as camadas menos favorecidas menos ainda. Apesar do assunto ser considerado 'hype', a seriedade e comprometimento devem causar, pelo menos, estranhamento a sociedade.

Primeiramente falar em ser sustentável devemos ligar a palavra a economia - seja de dinheiro, de lixo, de atitudes. O lema é economizar para o futuro. Estranho, pois pode se gastar mais hoje para que amanhã desfrutemos de lugares mais limpos e saudáveis. A ideia da sustentabilidade não é mudar radicalmente o mundo, é fazer com que as pessoas pensem em mudar alguns aspectos do mundo. A sustentabilidade não quer ser Isaac Newton, Freud, Galileu Galilei ou qualquer outro cientista que mudou o mundo seja com invensões, provações e etc.

A humanidade ganhou um aspecto que particularmente é destestável: A arte de ser tecnicista. Esta 'arte' consiste em só fazermos o que nos ensinam, fazendo-nos retornar a Segunda Revolução Industrial onde o Fordismo foi a sombra daquela época. O filme Tempos Modernos do comediante Charles Chaplin retrata como o começo do capitalismo e industrialização tratou os seres humanos. Chovem críticas deste período, porém estas críticas podem muito bem retratarem o século XXI. O homem passou de humanista para máquina-copiadora. E podemos sim, mudar o rumo dessa história. O sustentável tem a missão de tornar as pessoas mais humanas, fazendo com que cada ser pense no coletivo, no futuro das próximas pessoas. O convívio num mundo mais humano melhoraria absurdamente.

A pergunta mais constante é: Como nós cidadãos mortais e pequenos num mundo de gigantes contribuiremos para a melhoria coletiva? A resposta está nos atos. A separação do lixo orgânico e do reciclável; o uso de lixo orgânico como adubo para as plantas de casa; o descarte dos reciclaveis nos lugares corretos; quando estiver na rua jogar o lixo nos cestos de lixo ou levá-lo para casa; utilizar a água de maneira menos abundante fechando as torneiras quando não estão sendo usadas; usar baldes a mangueiras; usar o transporte público quando necessário; utilizar o combustivel mais econômico. Na minha opinião, estas são algumas das atitudes que já deveriam estar infiltradas nas mentes humanas, mas sei que isso não é a total verdade.

Questão polemica de verdade, são os orgãos industriais e governamentais > muita ênfase no último. São duas instituições que devem ter o mesmo grau de 'evolução pensante' da massa popular. Em outra as palavras, as empresas devem estar andando paralelamente com a população. Entretanto acho que o dever da sustentabilidade deve começar deles. A utilização de menos água e mais garrafas pet na confecção dos produtos. Indicar 'limpamente' da onde vem os componentes do produto e aumentar a concientização da população. É muito óbvio porque pouco disso anda acontecendo, o dinheiro. Os orgãos governamentais lucram muito mais quando as coisas vem por vias que não são legais. E isso é o Brasil. Todo mundo repúdia a corrupção, mas colabora com ela ao comprar madeira ilegal ou produtos de origem desconhecidas. 

Nós - população- deveriamos cobrar de nós mesmos, das empresas e do governo uma postura mais sustentável, pois se a mudança for cada vez mais crescente as futuras gerações acharam normal algumas atitudes estranhas para esta década, pois com uma educação ambiental e evolução de mentalidade, pode realmente ser possível um futuro mais verde. Aceito que seja um pouco complicado, apenas por conta do consumo exagerado das pessoas, mas se cada um jogar seu lixo no cesto certo, quem sabe no futuro-próximo, o cesto de desumanidade um dia fique vazio.