quinta-feira, 11 de novembro de 2010

In the sky with diamonds

 "Existem todas as possibilidade, a mais absoluta liberdade de escolha. Como em um livro, onde cada letra permanece para sempre na página, mas o que muda é a própria consciência que escolhe o que ler e o que deixar de lado."  - Richard Bach

A diferença faz a igualdade. Habitualmente eu iria corrigir está frase com alguma Teoria da Conspiração, porém desta vez, concordo plenamente com a ela Ou melhor, diria que a diferença faz as pessoas mais fortes e iguais em momentos específicos, fazendo com que a contrariedade não mude, mas cesse e tornemos mais flexíveis.


Diversidade entre pessoas, faz com que a vida se torne menos chata. Não pense que estou indo contra meus princípios, afinal acredito que nunca há apenas um ponto de vista sobre assuntos. Isto é apenas, uma ressalva. Enfim, quando me refiro a palavra diferença não interajo com os possíveis entendimentos: diferença econômica ou classial. E sim, a aparência. Compartilho dos ideias de quem diz que a aparência não importa. E a verdade mesmo, não se gosta das pessoas porque elas tem determinado cor de cabelo ou olhos. Vejamos além. Impossível dizer se segue determinada ideologia pelo seu rosto. A fala e o poder de raciocino que nos foi dado é o meio utilizado para 'conhecermos' alguém. Naturalmente alguém discorde e muitas vezes, o exagero de aparência, faz com que julguemos alguém. Vivemos em uma sociedade assim, que vive de mostrar o que deve ser correto e ditar leis de como se vestir, se portar e - mesmo que não acreditemos- conversar com os amigos. Ao não fazer nada disso, você é transgressor.

A liberdade de escolha fez com que pessoas distintas interajam entre si, formem laços e lidem muito bem com as diferenças. Não é que isso fuja a regra, o 'ser uma exceção' acabou virando coletividade e isto nos tornou mais forte. A ambivalência é imensamente difundida hoje e muitas vezes fez com que pessoas que não mudariam de pensamento, tornem-se flexíveis e 'raciocinantes'. É de equivalência dizer que seguir determinado regime não o impede de afeiçoar-se a outros e tentar - em aspectos- querer realiza-lo. Pensemos que a vida só existe por tal liberdade que nos difere geneticamente, que nos fez evoluir, que nos fez muito mais humanos capazes de realizar pecados;tais inexistentes naqueles em que dizem que fomos inspirados, os Deuses. A pluralidade humana pode nos ajudar a olhar um mundo cada vez mais estranho, onde os fracos e oprimidos não podem sair dessa definição e o inverso de realidade também não. Este fato nos mostra o quanto ainda somos pequenos diante dos problemas economicos e sociais, mas não menos importantes na questão humanitária.


Pregar o amor, a paz, um mundo novo, pensamentos novos não foi apenas manifestação dos hippies durante a Guerra Fria e sim de um mundo inteiro. Uma coletividade que desejava se divertir sem manipulações, ser rebelde ou até mesmo manter o cabelo centímetros mais compridos. A expressão "Carpe Diem" do poema de Homero, descreve que ultimamente essas não-ideologias ainda existem e faz com que as pessoas não estejam presas a um tipo de ideologia, seja de produção em massa, cacção a pensamentos diferenciados, estagnização de camadas sociais e entre milhares de outras. Viver livremente trouxe outro sentindo para a raça humana e talvez é um dos sentidos mais adotados hoje. Retirar sua redoma e deixar com o meio externo entre em contato com o interno, tomando conta dos movimentos involuntários.

Talvez voar seja o símbolo de liberdade, porque no céu não há rédeas, enquanto a terra tem raízes, o fogo perde chama, a água tem seus perigos; o céu, apenas tem nuvens, brisas e uma cor azul interminável.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Os opostos se distraem...

Os socialistas e capitalistas deveriam, antes de tudo, sentar para um debate de prós e contras. Assim, com toda a certeza, ambos saberiam como é difícil defender ou acusar o outro. Sendo assim, os capitalistas defenderiam o socialismo e os socialistas defenderiam o capitalismo.

"Só é possível criticar quando já está integrado ao sistema"

sábado, 30 de outubro de 2010

Keyimages

Keyword: Monarquia




Keyword: American way of life (Modelo americano de vida)


Keyword: Animalização Humana








Silêncio!

sábado, 23 de outubro de 2010

Herança cíclica

Existem milhares de pensadores que afirmam a depressão da sociedade com diversas maneiras, mas usaremos da literatura para tentar explicar a queda da produtividade musical brasileira. Obviamente a generalização desta ramificação, pode e é, prejudicável aos alternativos/undergroud. Entretanto, quero salientar neste post a popularidade. Ou seja, aquilo que chamamos de "música" tocadas nas rádios, televisões e de fácil acesso na Internet. O intuito não é ofender as bandas que visam a comercialidade - um dos termos certos, para as atuais 'modinhas' - e sim, questionar se o dinheiro é melhor do que a musicalidade. O Brasil não é um país ativamente musical no comércio exterior, fazendo muito mais sucesso entre a população nativa e que as vezes, deixa muito a desejar em suas escolhas.

Uma das várias facetas observadas é de que todo e qualquer tipo de arte está relacionada a música, seja a do próprio tempo ou mostrando-nos atualidade. Prova disso é o que Vinícius de Moraes (2° e 3° Fase do Modernismo Brasileiro) fez nos anos 50/60, com seus textos ditando o que posteriormente seria a Bossa Nova. Aquele jeitinho simplista das melodias, as letras apaixonantes chegando até a pieguice, valorização extrema da mulher; assim foi seguindo até a época Jovem Guarda e consequentemente chegando até hoje - com muito menos genialidade, é claro. Podemos dizer que Vinicius não pode ser comparado a Carlos Drummond de Andrade, mas não podemos avacalhar com Vinicius e compara-lo as atuais bandas de happy rock/sertanejo/pagade (tais gêneros que adoram valorizar a mulher ou tomar um pé-na-bunda pela mesma)

É inevitável dizer que o amor é a inspiração musical para todo e qualquer ser humano. Por razões óbvias, não há como criticar a licença poética do amor nas letras, pois através deste sentimento pode-se dar abertura para muitos outros segmentos afetivos. Entretanto acho que a vida não apenas se resume em escrever sobre tal assunto. Há uma parte de nossas mentes que devem ser usadas para a busca de um conhecimento pessoal, que muitas vezes não envolve só amor. Devemos exercitar-la para sermos críticos, analíticos e não alienados. Como já citamos Vinicius, continuaremos na mesma linha modernista. Em obras como "Rosa de Hiroshima" e "Operário em Construção", o autor mostra-nos sua capacidade crítica sobre assuntos que não estão ligados no campo erótico e sim social, características do da segunda fase do Modernismo ou até mesmo do Neo-Realismo.

O reconhecimento pela massa e o lucro são eternamente visados pela bandas atuais, o segundo muito mais ainda. Por mais que ás vezes queria desacreditar que vivemos em um mundo tão extremamente capitalista, o mercado musical realmente virou uma bolsa de valores. O gosto popular se transformou em investimentos a curto prazo, ou seja, enganação e falta de qualidade. O que se é confeccionado em pouco tempo, ainda mais se tratando de música, não pode ser lá grandes obras que marcaram gerações. Os músicos de outras épocas são lembrados eternamente por seu ineditismo musical, as bandas de hoje são lembradas apenas por seu inedistimo comercial. Daqui há alguns anos, poucos se orgulharam de terem sido fãs de certas bandas das quais não preciso citar nomes, enquanto a geração 'antiga' bate no peito e se orgulha por obras primas.


A música brasileira popular perdeu o seu brilhantismo. As letras que antes eram melancólicas e amorosas continuam, porém com muito mais vulgaridade, muito mais efêmero, muito mais literalmente 'água-com-açúcar'. Percebo um enriquecimento nos poemas de Vinicius, nas canções de Chico e até mais sentimento transcrito em palavras em Erasmo ou Roberto. Já não consigo ver tal coisa em outros gêneros atuais. O que aconteceu com a população? A depressão vem crescendo. Há perdas de valores, distorção de conceitos e o que geremos é quase um lixo. Pessoas-lixo-robô-fútil. O problema é de toda uma civilização e não apenas da pessoa em questão. Que humanos somos nós se deixamos pessoas tornarem-se robôs?

domingo, 17 de outubro de 2010

Pessoal e distorcido.

Um post um pouco mais Pessoal, ou seja, preferências minhas. Irracional talvez.Obs: SSLYBY é uma das bandas preferidas do meu playlists



O nome da banda é grande, porém pela minha interpretação é um descaso ou glorificação com Boris Yeltsin - o bêbado.  Yeltsin foi um político Russo, responsável pela modificação do sistema Comunista para o Capitalismo, mas defendia o Socialismo (coerência, sempre.) Governou depois de Gorbatchev e fez um 'ligeiro' caos na -minha querida- Rússia. Não estou aqui para falar de Boris Yeltsin como político e sim como personalidade.
Bêbado enfrentou tudo o que nenhum outro líder fez. Boris Yeltsin apareceu sempre a beber, cair e levantar - e isso totalmente literal. Cometeu muitas gafes, ou melhor, para o mundo político gafe, mas para mim orgulhosamente mostrou toda a sua personalidade. Gosto de Boris Yeltsin, não por  ser Russo, não por causa da banda, mas por ser verdadeiro bêbado na frente de todos e ainda ser presidente de uma super potência. Tem gente que bebe e não lembra o que fez na noite passado, este governou a Rússia.

Bêbados do mundo todo, uni-vos e glorifiquemos o homem!


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sustente a socialidade

Relatando um assunto do momento: Sustentabilidade. Para os participantes de eventos com esse tema, vemos que nem sempre o pretexto é cumprido. Para as pessoas que vivem uma semana corrida, mais difícil ainda e para as camadas menos favorecidas menos ainda. Apesar do assunto ser considerado 'hype', a seriedade e comprometimento devem causar, pelo menos, estranhamento a sociedade.

Primeiramente falar em ser sustentável devemos ligar a palavra a economia - seja de dinheiro, de lixo, de atitudes. O lema é economizar para o futuro. Estranho, pois pode se gastar mais hoje para que amanhã desfrutemos de lugares mais limpos e saudáveis. A ideia da sustentabilidade não é mudar radicalmente o mundo, é fazer com que as pessoas pensem em mudar alguns aspectos do mundo. A sustentabilidade não quer ser Isaac Newton, Freud, Galileu Galilei ou qualquer outro cientista que mudou o mundo seja com invensões, provações e etc.

A humanidade ganhou um aspecto que particularmente é destestável: A arte de ser tecnicista. Esta 'arte' consiste em só fazermos o que nos ensinam, fazendo-nos retornar a Segunda Revolução Industrial onde o Fordismo foi a sombra daquela época. O filme Tempos Modernos do comediante Charles Chaplin retrata como o começo do capitalismo e industrialização tratou os seres humanos. Chovem críticas deste período, porém estas críticas podem muito bem retratarem o século XXI. O homem passou de humanista para máquina-copiadora. E podemos sim, mudar o rumo dessa história. O sustentável tem a missão de tornar as pessoas mais humanas, fazendo com que cada ser pense no coletivo, no futuro das próximas pessoas. O convívio num mundo mais humano melhoraria absurdamente.

A pergunta mais constante é: Como nós cidadãos mortais e pequenos num mundo de gigantes contribuiremos para a melhoria coletiva? A resposta está nos atos. A separação do lixo orgânico e do reciclável; o uso de lixo orgânico como adubo para as plantas de casa; o descarte dos reciclaveis nos lugares corretos; quando estiver na rua jogar o lixo nos cestos de lixo ou levá-lo para casa; utilizar a água de maneira menos abundante fechando as torneiras quando não estão sendo usadas; usar baldes a mangueiras; usar o transporte público quando necessário; utilizar o combustivel mais econômico. Na minha opinião, estas são algumas das atitudes que já deveriam estar infiltradas nas mentes humanas, mas sei que isso não é a total verdade.

Questão polemica de verdade, são os orgãos industriais e governamentais > muita ênfase no último. São duas instituições que devem ter o mesmo grau de 'evolução pensante' da massa popular. Em outra as palavras, as empresas devem estar andando paralelamente com a população. Entretanto acho que o dever da sustentabilidade deve começar deles. A utilização de menos água e mais garrafas pet na confecção dos produtos. Indicar 'limpamente' da onde vem os componentes do produto e aumentar a concientização da população. É muito óbvio porque pouco disso anda acontecendo, o dinheiro. Os orgãos governamentais lucram muito mais quando as coisas vem por vias que não são legais. E isso é o Brasil. Todo mundo repúdia a corrupção, mas colabora com ela ao comprar madeira ilegal ou produtos de origem desconhecidas. 

Nós - população- deveriamos cobrar de nós mesmos, das empresas e do governo uma postura mais sustentável, pois se a mudança for cada vez mais crescente as futuras gerações acharam normal algumas atitudes estranhas para esta década, pois com uma educação ambiental e evolução de mentalidade, pode realmente ser possível um futuro mais verde. Aceito que seja um pouco complicado, apenas por conta do consumo exagerado das pessoas, mas se cada um jogar seu lixo no cesto certo, quem sabe no futuro-próximo, o cesto de desumanidade um dia fique vazio.